O que faz do Seattle Seahawks uma franquia vencedora nos últimos 6 anos?

John+Schneider+Pete+Carroll+Super+Bowl+XLVIII+FCmjPnXI9XVl

Desde que Pete Carroll e John Schneider assumiram a frente da franquia, o Seattle Seahawks se transformou em uma máquina de vitórias. Mas como isso foi possível? Isso passa apenas pela mudança no staff?

Os mais antigos torcedores dos Seahawks se recordam bem que desde 2002 a franquia é de certa forma, predominante na divisão. De 2002 a 2016 foram 8 títulos de divisão, contra 3 dos 49ers, 3 dos Cardinals e 1 dos Rams. Mas como indagamos anteriormente, como foi possível o Seahawks se tornar ano após ano um contender ao Super Bowl?

Bem, o processo passa pelas mãos dos hábeis Carroll e Schneider. Carroll era Head Coach da USC, uma das mais fortes no College Football. Schneider por sua vez, foi por anos scout do Packers e a união dessas duas personalidades parece ter acelerado a engrenagem da franquia. Mas o sucesso não passa somente pelas mãos dos dois, Gus Bradley e Dan Quinn ajudaram a montar uma das mais lendárias defesas da história da NFL e também merecem uma citação. A união de tanto talento organizacional criou uma das mais fortes equipes da liga.

Mas uma franquia e seu sucesso não passam somente pelos portões da ala administrativa, as portas do vestiário são ainda mais importantes. Com amplo conhecimento sobre os fundamentos mais importantes do futebol americano Carroll e Schneider logo em seu início nos Seahawks foram buscar peças que transformassem o rumo da franquia.

Através da Free Agency Carroll e Schneider trouxeram nomes de impacto imediato, tais quais, Michael Bennett e Cliff Avrill, que causaram e causam grande impacto dentro e fora de campo na franquia. Brando Browner, Ahtyba Rubin, Tony McDaniels e vários outros tiveram menos impacto, mas ajudaram a montar equipes fortes e vencedoras e tudo isso comportando os salários dentro de seu CAP, sem prejudicar o futuro da franquia.

Outro grande ponto dos Seahawks de Schneider e Carroll foi o draft. Durante os 3 primeiros anos, os dois conseguiram formar um elenco, que em brevemente seria considerado, estrelado.

Em 2010 foram escolhidos:

– Russell Okung e Earl Thomas na primeira rodada, Golden Tate, hoje nos Lions, na segunda e Kam Chancellor na quinta rodada. Outros nomes foram escolhidos, mas acabaram não permanecendo na franquia.

Em 2011 foram escolhidos:

– James Carpenter na primeira rodada, KJ Wright na terceira, Richard Sherman na quinta, Byron Maxwell na sexta e Malcolm Smith, MVP do SB48 na sétima.

Alguns destes já não se encontram no elenco, mas tiveram participação importante no nosso Super Bowl.

Em 2012 tivemos:

– Bruce Irvin na primeira rodada, Bobby Wagner na segunda rodada, Russell Wilson na terceira, Robert Turbin na quarta e JR Sweezy na sétima.

Particularmente esses foram os 3 grandes drafts do Seattle Seahawks, que levaram o Seahawks a vencer o Super Bowl 48.

Em 2013, tirando Christine Michael e Luke Willson, nenhum jogador permaneceu muito tempo com a franquia e somente Willson teve algum destaque.

Algumas peças importantes vieram após a conquista do tão sonhado Super Bowl. Paul Richardson, Justin Britt, Tyler Lockett e Frank Clark chegaram para dar ainda mais profundidade no elenco nos drafts posteriores, trazendo consigo, o extraordinário Jimmy Graham em uma troca com o Saints em 2015. Jarran Reed, Ifedi e CJ Prosise trouxeram animo de que podem acrescentar bastante a um elenco recheado de estrelas.

Este ano novamente o Seahawks trouxeram reforços na Free Agency, Eddie Lacy e Luke Joeckel merecem um destaque. Apesar dos problemas que ambos enfrentaram nos últimos anos, tem grande capacidade de acrescentar à franquia e tornar essa equipe ainda mais forte.

Mas como o Seahawks faz para se manter entre os melhores?

Nem sempre quem faz a engrenagem funcionar é aquele que tem visibilidade. O setor financeiro do Seahawks é um dos melhores da NFL e eles trabalham incansavelmente para acomodar altos salários de suas estrelas e mantendo-as por muito tempo. O grande ponto aqui é que, por muito tempo, o Seattle Seahawks se antecipou ao mercado, prevendo quando era o momento de renovar com suas estrelas por valores que posteriormente seriam facilmente ultrapassados.

Uma franquia que consegue manter seu franchise quarterback, Earl Thomas, Richard Sherman, Michael Bennet (por 6 anos e 50 milhões a menos do que o Eagles pagará para ter Fletcher Cox por 5 anos), Cliff Avrill, Jimmy Graham e agora terão que lidar com o contrato de Chancellor (que esperamos que renovem) é uma equipe que sempre se manterá entre os melhores.

Carroll e Schneider trabalham em sintonia, trazem peças para gerar competitividade, jovens talentos para garantir futuro e mantêm suas grandes estrelas. Podemos certamente esperar que o Seattle Seahawks brigue não só pela divisão, mas também pelo Super Bowl.

#GoHawks.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: