Lacunas a preencher em um corpo em reconstrução. O que esperar? O que fazer?

Você que torce para o glorioso Seattle Seahawks há um pouco mais de tempo, já está ficando careca de saber qual a principal fraqueza do time, um problema que as vezes toma contornos crônicos, um problema que apesar de todas as esperanças que temos, ano após ano, lá permanece, sólido, inabalável. Sim, você obviamente acertou, LINHA OFENSIVA. Relembre comigo, snap executado, o pocket perfeitamente alinhado de repente se deforma, em uma fração de segundos o que parecia uma parede feita por um hábil engenheiro se transforma numa folha que vai com o vento (chame esse vento pelo nome de qualquer DT aleatório), Wilson percebendo a morte iminente, corre, corre, corre como uma presa fugindo de leopardos famintos, ops, ele tropeçou, seus perseguidores caem em cima dele e comemoram mais um sack tranquilo e fácil.

 

 

 

Essa meus caros, é a imagem mais recorrente em um jogo de Seattle, e o câncer que insiste em dinamitar nossas pretensões no campeonato e certamente, nossa maior necessidade no Draft 2018.

 

Com a escolha de numero 18 na primeira rodada, sem nenhuma escolha na segunda e na terceira, somando um total de 8 escolhas totais,  John Schneider e Pete Carroll vão ter de tirar os já há muito tempo sumidos coelhos da cartola, pra viabilizar o rebuild atual em que se encontra a franquia.

Isto posto, vamos aos fatos dessa offseason.

Quem passou no RH – CB Richard Sherman, DE Michael Bennett, TE Jimmy Graham, TE Luke Willson, WR Paul Richardson, DT Sheldon Richardson, RB Thomas Rawls, G Luke Joeckel, CB Jeremy Lane, CB Deshawn Shead

 

Quem chega –  G DJ Fluker, DT Tom Johnson, OLB Barkevious Mingo, DT Shamar Stephen, TE Ed Dickson, WR Jaron Brown, DE Marcus Smith, SS Maurice Alexander, WR Marcus Johnson

 

Acrescentando que continuam no roster os DE Dion Jordan, CB Justin Coleman, S Bradley McDoulgad, T Duane Brown, ILB DJ Alexander, RB JD McKissic, podemos notar os buracos a serem preenchidos via draft. Dando nomes aos bois, aqui vai uma ordem das necessidades mais importantes do time.

 

OL, DL e DB.

 

Nessa ordem, OL. É fato que a chegada do ótimo Duane Brown ao time durante a temporada passada, deu um alento técnico á combalida unidade, soma-se a isso uma possível evolução de Justin Britt como um já consolidado C, a adição do G DJ Fluker vindo dos Giants, mais uma possível e inteligente aposta no retorno de George Fant agora como RT no lugar do inominável Germain Ifedi, com uma escolha inteligente no draft, podemos finalmente ter um futuro na proteção do nosso QB, lembrando sempre a reformulação na comissão técnica, que também poderá mudar os rumos, quem sabe Mike Solari não seja o profissional capaz que há muito esperávamos ter na sideline?

 

Nesse cenário, há uma chance alta de Seattle fazer o famoso tread down, e há um alvo claro em Earl Thomas (ao que tudo indica vai fazer o holdout, não tendo se apresentado ao time nessa semana nas OTAs, e querendo um novo, longo e pomposo contrato, sim, ele merece) como uma possível valiosa moeda de troca, e ai teríamos nesse draft algumas possibilidades, bastante distantes claro, quase impossível, o ótimo G Quenton Nelson de Notre Dame, C/G Frank Ragnow de Arkansas, OT Mike McGlichey também de Notre Dame, OT Orlando Brown de Oklahoma, OT Connor Williams de Texas, OT/G/C Isaiah Wynn da Gerogia, G/C Billy Price de Ohio State. Esses são os que seriam uma possível escolha via tradedown ou ate mesmo não, em alguns casos, há também na minha opinião, uma saída mais plausível e ao mesmo tempo claro, muito arriscada, que é fazer o reach, no pior dos casos onde parte dos supracitados já houverem sido escolhidos, e pegar antecipadamente um nome como o G Will Hernandez de UTEP, que pode ficar ali na zona do fim da primeira rodada ou inicio da segunda, um bom pass block ainda a evoluir, seria uma boa escolha, muito boa na verdade, ou mesmo o G Scott Quessenberry de UCLA, jogador atlético na universidade, pode ser uma adição interessantíssima tendo em vista o nosso paupérrimo run blocking.

Will Hernandez de UTEP, um dos melhores interior linemen da classe.

 

Quero deixar claro que aqui, a necessidade principal do time está sendo o ponto de vista mais importante, e melhorar tanto a proteção ao QB quanto a abertura de espaços para o jogo corrido, são essenciais para uma boa campanha na liga de hoje em dia, ou mais uma vez temos de correr o risco de colocar nosso QB num hospital por continuar tomando seus hits semanais?

 

DL, aqui vai talvez, a mais impactante modificação do time nessa offseason, Michael Bennet, nosso grande rusher se foi, e com ele parte da intensidade e pressão constante que imprimíamos a cada snap, como se já não fosse pior, o também excelente Cliff Avril tem futuro incerto, com uma obscura contusão no pescoço, adquirida na semana 4 passada contra os Colts (num momento do jogo onde ele sequer deveria estar em campo, dado o forte garbage time na partida), há uma grande possibilidade de ele sequer voltar a praticar futebol americano.

 

No draft passado investimos nossa primeira escolha no bastante atlético Malik McDowell que causava calafrios na universidade de Michigan, mas pra nosso azar, um caso de corpo forte muito forte e mente muito fraca, e o futuro dele também é nebuloso na franquia com as ultimas noticias acenando para um corte nos próximos dias, que escolha miserável. Adicionando mais a saída para os Vikings, do recém contratado por um ano junto aos Jets Sheldon Richardson, e temos uma unidade onde os titulares já não estão mais lá, o que se configura como uma necessidade, dada a importância das trincheiras no jogo atual.

 

Numa classe com bons nomes na posição, como os muito promissores DT Vita Vea de Washington, DT Da’Ron Payne de Alabama, DT Taven Bryan da Florida, DT RJ Mcintosh de Miami, há também aqueles que não saírão cedo como esses citados (o que os tira de nosso alcance completamente) mas que podem se tornar Steals se forem bem analisados, aqui falo de principalmente de Tim Settle DT de Virginia Tech, tendo sido um dos pilares do ótimo corpo defensivo da universidade, mas que pode cair muitas posições no draft tendo feito um combine não tão esperado, como no 40yard shot cravando 5,37, ou Maurice Hurst DT de Michigan, com uma ótima junção de peso e velocidade, aqui podemos ter um steal ao pé da letra, e o meu predileto Harrison Phillips DT de Stanford, com uma excelente temporada como sênior, combinando para 103 tackles e 7,5 sacks. É um nome incrível que não está sendo muito falado nesse período pré draft, quem sabe ele não sobra de bandeja e pegamos alguém que possa fazer uma ótima dupla com o Jarran Reed, hein?

 

Por ultimo os Defensive Backs, e aqui cabe 1 minuto de silencio……………………………………..sim meus amigos, já não existe mais a unidade mais famosa da NFL dos últimos 6 anos, a lendária Legion Of Boom se desfez, como um namoro que da sinais de desgaste, mas que nunca acaba por conta do sofrimento que irá trazer com o termino, primeiro o declínio, as contusões, os buracos na cobertura que não estavam lá outrora, membros irritadiços e brigando com outros membros do grupo, e como um filme prestes a terminar, ela terminou. Richard Sherman movido pela raiva assinou com nosso rival 49ers, veremos ele em breve (comendo poeira), o nada menos que fenomenal Kam Chancellor, o membro favorito de muitos (incluso este que escreve essas mal escritas linhas) e o Boom da unidade, provavelmente não voltará mais a equipe por conta de uma contusão no pescoço, assunto delicado, mas se for pela sua saúde, somos grato e fique em paz, BamBam. Earl Thomas, aqui a grande incógnita dessa offseason em Seattle, fica ou não fica vai ou não vai, durante o encontro com os Cowboys em Dallas na semana 16 da ultima temporada, se envolveu em um desnecessário burburinho, teria ele dito ao HC Jason Garret (mais conhecido como o batedor de palmas do Texas) que se este tivesse uma chance, que fosse atrás dele na offseason, humm. Earl Thomas tendo nascido no Texas, jogado pela universidade do Texas, acabou criando um clima no mínimo ruim em Seattle, desde então sua situação tem sido uma total incógnita, há também de se citar o entrevero que ele se meteu via Twitter com Bobby Wagner após aquela surra colossal que os Rams nos aplicaram nos nossos domínios, mas isso é assunto pra outro post.

 

Isto posto, o que poderemos vislumbrar via Draft, o que há disponível e que esteja acessível? No que diz respeito a Corners, não temos esse ano uma classe empolgante na posição, se tomarmos como referencia a classe passada com nomes do calibre de Marshon Lattimore, Marlon Humpfrey, Adoree’ Jackson, Gareon Conley e Tre’Davious White, todos saindo incrivelmente na primeira noite de Draft, poderia dizer que essa classe é decepcionante, há bons nomes como Josh Jackson de Iowa e Denzel Ward de Ohio St, com potencial pra saírem na primeira rodada, mas me parece ser só. Não apostaria que Seattle vá gastar uma escolha alta aqui, como citado anteriormente, nomes chegaram ao roster nessa offseason, mas é um fato que temos apenas Griffin e Coleman como homens na posição de CB, sendo assim nomes como Anthony Averret CB de Alabama, lembra demais o outrora possante Brandon Browner, obviamente com uma lapidação possa desenvolver ainda mais sua capacidade de tackles, na universidade contabilizou 48 tackles e 8 pass blocked em 2017 jogando como sênior, temos também um que lembra o tipo físico que o nosso antigo DC Dan Quinn gostava, Kevin Tolliver II CB de LSU, com seus 1,91m de altura, lembra Sherman, Maxwell dos bons tempos e o próprio Browner, juntando bastante atleticidade com um tipo físico avantajado, tendo completado o 40yard dash em ótimos 4.55, Tolliver pode sere uma boa pick pra um time que também precisa indexar mais físico no seu corpo atual de corners. Na situação dos Safeties do time, não acredito que seja uma prioridade, pelo menos não até o momento, pois querendo ou não teoricamente (atenção nisso) ainda temos nossos 2 titulares Chancellor e Thomas, mais os ótimos McDoulgad e Maurice Alexander que acaba de chegar dos Rams, não olhei suficientemente bem a classe, por achar que não há respostas sobre a necessidade de fato de gastar picks na posição, portanto não quero citar nomes sem nem mesmo os conhece-los, seria desonesto de minha parte.

 

Assim termina minhas linhas, período de reconstrução é sempre tenso, pisar em ovos é uma constante, e a possibilidade de errar tem de ser evitada a todo o custo, sob pena de ficar pra trás, principalmente observando o acréscimo de qualidade repentino que a NFC West está passado. Ficar fora dos playoffs é uma realidade, mas que pode ser evitada, está nas mãos de John Schneider e Pete Carroll, que façam um excelente draft como os que já fizeram outrora, e que a maquina continue a girar, um abraço a todos, Go Hawks!!

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