Uma breve passagem na história do Seahawks no Draft da NFL

Chegamos a mais uma edição do Draft da NFL, e como é de se esperar, os olhos de todos estarão voltados para as próximas estrelas do Futebol Americano.

Com o Seahawks não será diferente, todos na expectativa para ver o que Pete Carroll e John Schneider irão aprontar, quais surpresas eles chamarão para o Seahawks, qual será o novo superastro da franquia, ou, qual será o próximo bust que aparecerá?

Mas para aquecer os corações ansiosos de todos, irei contar hoje sobre alguns drafts históricos para a franquia, jogadores que se destacaram demais na franquia e alguns busts que serão eternamente lembrados.

 

Positivamente:

Alguns nomes que trouxeram impacto imediato para o Seahawks, ou que fizeram seu nome de certa forma grandioso, e tem seus nomes eternamente marcados na história do esporte e do Seahawks.

Draft 2010: 1st Round – Pick 14 (via Denver): Earl Thomas III (S – Texas)

Por vários anos, foi o melhor Safety da liga, com atuações surreais, um grande líder da defesa do Seahawks até hoje. Durante o Draft de 2010, O Seahawks entrou em uma troca com o Denver Broncos, ganhando ali sua escolha de 1st Round, e enviando uma escolha de 2nd Round de 2011 para o Broncos. Thomas foi campeão do SB 48 com o Seahawks, continua no time até hoje, sendo um dos pilares da defesa do time, e fez história com a famosa Legion of Boom.

Draft 2010: 5th Round – Pick 133 (via Detroit): Kam Chancellor (S – Virginia Tech)

Um verdadeiro achado no draft de 2010, o líder da secundária do Seahawks não poderia deixar de ser mencionado. Durante o Draft de 2010, envolvido em uma trade com o Detroit, na qual enviamos a eles Rob Sims e uma escolha de 7th Round, e recebemos a pick 133 e Robert Henderson. Indiscutivelmente, Chancellor sempre foi um exímio líder da defesa do Seahawks, com uma visão sem igual e uma leitura de jogo absurda. Foi campeão do SB 48 com o Seahawks, ainda faz parte do elenco do Seahawks, porém estará na IR provavelmente.

Draft 2011: 5th Round – Pick 154 (via Kansas City, de Detroit): Richard Sherman (CB – Stanford)

Vindo de uma das melhores universidades dos Estados Unidos, Sherman foi um ícone da defesa do Seahawks e o rosto da Legion of Boom durante anos, e nesse mesmo período, foi um dos melhores, se não o melhor, Cornerback da liga. Sua pick envolvida em uma trade com Kansas City pelas suas posições de 5th round apenas, um verdadeiro achado. Sherman liderou a NFL em interceptações na temporada de 2013, e foi vencedor do SB 48 pelo Seahawks. Deixou a equipe essa offseason para assinar com San Francisco 49ers.

Draft 2011: 7th Round – Pick 242: Malcolm Smith (LB – USC)

Simplesmente o maior steal da história do Draft para o Seahawks, para não falar mais. MVP do SB 48, Malcolm Smith foi simplesmente surreal em seus anos em Seattle. Escolhido bem no final do Draft de 2011, Smith foi muito importante para o reconhecimento da defesa do Seahawks como uma das melhores da liga. Foi indicação pessoal de Pete Carroll, que o havia treinado em USC, que queria desenvolver bem o jovem. Hoje está no San Francisco 49ers.

Draft 2012: 2nd Round – Pick 47 (via New York Jets): Bobby Wagner (LB – Utah State)

Monstro, só isso que precisa ser dito sobre Bobby Wagner. Melhor Linebacker da liga, Wagner é o monstro da linha defensiva do Seahawks. A trade em sua pick foi algo “caro”, porém correspondido em campo, Seattle mandou uma escolha de 2nd, 5th e 7th rounds para o Jets. Wagner é o pilar do Front Seven do Seahawks. Foi campeão do SB 48 com a equipe e continua no Rooster, só espero mais uma temporada monstruosa dele.

Draft 2012: 3rd Round – Pick 75: Russell Wilson (QB – Wisconsin)

Existem palavras que possam definir o que é Russell Wilson? Se existirem, eu as desconheço. Rookie do ano de 2012 da NFL, Wilson é um verdadeiro líder do Seahawks, onde no ano de 2017, liderou a liga em passes para Touchdown. Foi vencedor do SB 48 com o Seahawks, e desde então, só tem melhorado ano após ano. Muitas vezes carrega o time nas costas para uma vitória. Um verdadeiro monstro.

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Draft 1981: 1st Round – Pick 4: Kenny Easley (S – UCLA)

Jogou sua carreira toda no Seahawks, MVP defens

ivo de 1984, faz parte do time de todos os tempos dos anos 80 e tem seu número #45 aposentado pelo Seahawks. Isso apenas para falar de prêmios, em 7 anos de carreira, ele teve 33 interceptações, levando em conta que nos anos 80 o jogo era em si mais corrido que lançado. Em 1988 foi trocado com o Phoenix Cardinals (Atual Arizona Cardinals) pelo Quarterback Kelly Stouffer, porém ele nem chegou a jogar pelo Cardinals, se aposentando por conta de uma Sindrome Nefrótica). Easley foi introduzido ao Hall da Fama da NFL em 2017.

Draft 1990: Round 1 – Pick 3: Cortez Kennedy (DT – Miami)

Outro que fez sua carreira apenas no Seahawks, Draftado no top 3 de 1990, vinha com bastante expectativa para o time, correspondida em campo. Kennedy foi o MVP defensivo de 1992, foi pra 8 Pro Bowls e faz parte do time de todos os tempos da Década de 90. Kennedy tem sua camisa #96 aposentada pelo Seahawks. Foi um monstro durante toda a sua carreira, totalizando 668 Tackles durante sua carreira. Kennedy foi introduzido ao Hall da Fama da NFL em 2012. Faleceu em Março de 2017, na Florida, com um ataque cardíaco.

Draft 1995: Round 1 – Pick 8: Joe Galloway (WR – Ohio State)

O melhor WR disponível no Draft de 1995, fez sua carreira em resumo pelo Seahawks, Cowboys, e por Buccaneers. Mas, porque estou citando um homem que não teve números tão expressivos pelo Seahawks? Eu respondo, seus anos pelo Seahawks os renderam uma trade no Draft de 2000, que gerou 2 grandes nomes da história do Seahawks e da NFL. Se aposentou em 2010, quando atuava pelo Redskins. Uma curiosidade por ele, ele é um dos poucos WRs que lideraram a liga em recepções e jardas que nunca foram selecionados ao Pro Bowl.

Draft 1997: Round 1 – Pick 6: Walter Jones (OT – FSU)

Fez sua carreira toda no Seahawks, foi para 9 Pro Bowls, faz parte do time de todos os tempos da Decada de 2000. Teve seu número #71 aposentado pelo Seahawks. Era literalmente um muro, protegeu durante anos o QB Matt Hasselabeck. Se aposentou em 2009 e foi introduzido ao Hall da Fama da NFL em 2014.

Draft 2000: Round 1 – Pick 19 (via Dallas): Shaun Alexander (RB – Alabama)

Sua história começa em 1995, lembra de Joe Galloway? Shaun foi escolhido em 19º, escolha do Cowboys. O Seahawks ganhou na trade de Galloway a 1st pick do Cowboys e uma 7th Round pelo Joe Galloway. Ganhamos na loteria nesse Draft, pois Shaun Alexander foi simplesmente surreal, incrível, isso para não dizer que ele foi um dos melhores de todos os tempos correndo com a bola. Alexander foi MVP da liga em 2005, quando atingiu 1880 jardas corridas e 28 TDs naquela temporada, MVP indiscutível. Em 2008 se transferiu do Seahawks para o Redskins, onde no mesmo ano encerrou sua carreira. Alexander faz parte do time de todos os tempos da década de 2000 da NFL.

 

Negativamente:

Não precisamos ir longe para achar alguns busts ou escolhas falhas, tais como Malik McDowell, que se lesionou antes de estrear pelo Seahawks, e corre o risco de não voltar a jogar mais. German Ifedi, OT escolhido na primeira rodada que é mais conhecido por cometer faltas e comprometer o ataque do que por fazer boas partidas. Christine Michael, que nunca correspondeu ao que se esperava dele. Mas não estou aqui para falar deles, porém de nomes históricos que deram bem errado.

Draft 2000: 1st Round – Pick 22: Chris McIntosh (OT – Wisconsin)

McIntosh era um monstro no College, bloqueava muito bem, chegava pra ser um dos melhores. Passou 2 anos no Seahawks, abarrotado por lesões, aposentou em 2002 sem ter causado nenhum impacto positivo. Um nome para esquecer.

Draft 2009: 1st Round – Pick 4: Aaron Curry (LB – Wake Forest)

A polêmica escolha de primeira rodada do Draft de 2009 do Seahawks, a torcida clamava pelo Mark Sanchez aquele ano, enquanto isso, numa surpreendente escolha, o Seahawks escolheu Aaron Curry, para encorpar seu corpo de Linebackers… pelo menos essa era a ideia inicial. Curry não rendeu o esperado, principalmente após seu filho nascer. Na verdade, se pararmos para pensar, quase todo o topo do draft de 2009 foi um fiasco. E se tivéssemos escolhido Mark Sanchez?

Draft 1976: 1st Round – Pick 2: Steve Niehaus (DT – Notre Dame)

Agora voltamos totalmente no tempo, ao primeiro Draft da história do Seahawks, em 76, o Seahawks teve a segunda escolha geral em mãos, poderia ter escolhido qualquer um dos 473 jogadores disponíveis aquele Draft, e escolheu justamente Niehaus. Enquanto nomes como Chuck Munsie, Joe Washington, Mike Haynes, Mike Pruitt, Kim Bokamper e Tim Fox, todos Pro Bowller ou Hall of Famer, foram escolhidos após ele no 1st Round. Niehaus foi um exímio saco de pancadas, porém seus problemas no joelho dificultavam bem mais seu trabalho. Não teve uma carreira longa, durou apenas até 79, quando se aposentou jogando pelo Vikings.

Draft 1991: 1st Round – Pick 16: Dan McGwire (QB – San Diego State)

Um verdadeiro Bust, com o incrível recorde 2-6 de TD/INT, e um Pass Rating de 52.3, foi uma verdadeira vergonha quando vestiu a camisa do Seahawks. Tinha números realmente excelentes no College. Em seu melhor ano ele lançou pra 1 TD, 3 INT e 578 Jardas, em 7 partidas. Uma curiosidade sobre esse Draft, Brett Favre e Todd Marinovich foram escolhidos após McGwire.

Draft 1977: 1st Round – Pick 2: Tony Dorsett (RB – Pittsburgh)

Porque estou citando a lenda do Dallas Cowboys como um dos maiores fracassos do Seahawks na história do Draft? Pois bem, Seahawks cedeu a segunda escolha geral para o Cowboys pelas picks 14 (1st Round), 41 (2nd Round), 51 (2nd Round), e negociaram a terceira com outras picks com San Diego. Nas quais foram escolhidos um caminhão de busts de Seattle. Sim, vários busts em apenas 1 trade de draft praticamente. Steve August foi escolhido na pick 14, um Guard terrível, que teria tido números melhores se tivesse tentado outro esporte. Terry Beeson foi escolhido na 41, LB de Kansas, em 82 jogos, nenhum Tackle. Peter Cronan era Linebacker, e só passou a jogar bem quando saiu da bagunça que era o Seahawks, venceu o SB XVII com o Redskins.

 

Vamos torcer para que John Schneider e Pete Carroll consigam trazer nomes para impactar em Seattle, e não que virem novos McIntosh ou August.

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