Cliff Avrill viverá uma nova fase em sua vida!

Durante a última noite, Avrill deu entrevista a uma rádio de Seattle e revelou que tem um novo futuro pela frente.

Confira:

Por que resolveu fazer radio?

– Tenho apenas 32 e preciso de algo pra fazer. (risos) É uma grande oportunidade de dar maior compreensão do jogo pela visão de um atleta. Durante muitos anos assisti pessoas falando de futebol e analisando as jogadas e acabava colocando no “mudo” porque metade do tempo eles não sabiam do que estavam falando ou não fazia sentido. Então pensei: “Quero dar as pessoas a minha visão, a minha compreensão do que está acontecendo de verdade. Achei que seria legal entrar nesse mundo e espero que as pessoas queiram ouvir”.

 

Conte-nos como foram os últimos meses e todo esse processo que o levou a chegar a esse momento.

– Tem sido muito louco. Me machuquei em outubro, fiz cirurgia em novembro e durante esses meses – outubro, novembro, dezembro – foi muito duro pra mim, porque nunca me lesionei assim, nunca assisti futebol do lado de fora, nunca estive na IR. Durante esse tempo me perguntei: “e se realmente este for o fim? O que vou fazer? Se os médicos disserem que você não tem mais condições de jogar, o que você vai fazer?”. Tenho apenas 31, 32 anos e ainda tenho muito o que fazer e essa oportunidade surgiu e é muito boa também para ajudar a minha fundação, contar um pouco para o povo como é e as coisas que fazemos pela comunidade, e simplesmente fez sentido.

 

Chegou a existir realmente alguma possibilidade de você continuar jogando, ou no final não houve sombra de dúvidas que essa era a decisão?

– Um pouco de tudo. Minha esposa e eu falávamos sobre isso pelo menos uma vez por semana, como eu estava me sentindo e qual seria a melhor decisão. Mas também era importante pra mim o fato de que eu não queria mais jogar por outro time. Estou ficando velho para mudar de cidade, levar minha família para outra cidade. São coisas que passaram pela minha cabeça e se eu não fosse liberado pra jogar pelo Seahawks, faz mais sentido parar, focar em Seattle e fazer outras coisas na cidade.

 

Como é sua paixão pelos esportes. Quais seus interesses além do óbvio que é a NFL?

– Amo basquete, vou até assistir Boston vs. Philly. Sou muito fã de basquete. Nunca fui muito fã de baseball, mas quero aprender. Principalmente pra ver o que o Mariners está fazendo e tal. Sou um fã de atletas em geral. Eu nunca dei valor a um jogador de baseball até ir a um jogo. Você assiste ao jogo pela tv e pensa: “esse é o jogo mais monótono que existe” (mas em campo da pra ver como é). Eu respeito todos os esportes, mas meu preferido é o basquete. E futebol americano, lógico.

 

Você é um cara que jogou e lidou com criticismo. Você vai trabalhar na mídia e vai ter que analisar e criticar seus amigos, gente que jogou com você. Vai ser difícil fazer isso?

– O que estou aprendendo é que você critica a performance, não o atleta. Eu vou dar minha opinião sincera. Nunca vou atacar o cara ou seu caráter, mas definitivamente vou dar minha opinião sobre sua performance.

 

Qual sua analise dos playoffs da NBA?

-Lebron e os caras tao jogando demais. No começo parecia que eles não iam longe, mas chegou nos playoffs e eles decolaram. Vejo o Lebron levando o Leste, principalmente se Philly não conseguir chegar. No mais, é difícil jogar contra o Kevin Durant. Steph Curry está de volta. Logico que James Harden vai dar trabalho, mas será difícil. Mas no leste, o Lebron vai levar.

 

Se você estivesse cobrindo o Seahawks ano passado, porque o time não conseguiu chegar nos playoffs?

-Eles estavam sem um cara chamado Cliff Avril. (Risos) Se eu tivesse de fora olhando, certamente diria que as lesões foram preponderantes pra o time não chegar nos playoffs. Também acho que as lesões é porque estão mudando tanto as coisas. Idade também. Estão mudando as coisas e começando de novo. Mas também é importante lembrar que tivemos uma temporada de 9-7. Tem times que não conseguem chegar nesse patamar há anos. Isso mostra apenas o patamar que técnicos, jogadores e torcida cobram do time e terão que passar por isso esse ano novamente.

 

Temos ouvido histórias de que a mensagem dos treinadores já não estava mais sendo ouvida pelos jogadores. Você acha que isso aconteceu, do ponto de vista dos jogadores?

-Eu pessoalmente nunca ouvi a parte motivacional. Porque tenho minhas próprias motivações, minha família e meus filhos. Nunca me liguei muito no que o Pete Carroll falava na parte motivacional porque estava confortável comigo mesmo em saber o que eu precisava fazer. Mas respondendo a sua pergunta, provavelmente aconteceu, mas não era o meu caso específico.

 

O que você achou do draft e do jogador que pode vir a ser Shaquem Griffin?

-Cara, Shaquem Griffin…maravilhoso! A história é maravilhosa. Ano passado o draft foi em Philly. Eu fui chamado para anunciar a escolha de terceiro round e anunciei o Shaq. Tive a oportunidade de conhecer a sua história, comecei a ver os seus jogos e conheci seu irmão alguns meses depois e comecei a ver as suas performances. Esse garoto consegue jogar! Eu não quero saber se tem um braço, uma mão, ele consegue jogar e estou muito feliz que o Seahawks deu uma oportunidade pra ele. Mais que isso, sei que ele vai conseguir mostrar e vai deixa-los orgulhosos. Ele tem esse ressentimento com quem duvida dele e isso o motiva e ele vai levar o inferno para quem duvida. Ele vai jogar muito e vai ser uma grande história. Esses irmão jogam há tanto tempo e poderem se reunir novamente e jogar na NFL é uma grande história.

 

Como você pensa que a falta de mão pode prejudicar Shaquem? Se tem algo que possa o prejudicar na NFL, o que você acha que seria

-Acho que é quando você se atraca com outros jogadores e precisa usar suas mãos para “desengatar”, mas ao mesmo tempo esse garoto é tão rápido e tão veloz que o problema deles vai ser colocar as mãos nele. Quando colocarem as mãos nele, pode ser um problema, mas ele é tão rápido que vai ser difícil colocar as mãos nele e eu já vi ele fazendo isso nos vídeos. Ele vai usar isso pra sua vantagem, tirar os cara de tempo com sua velocidade e fazer suas jogadas.

 

O que você vai fazer nesse entretempo até julho(até começar o seu programa)?

– Chego em Seattle em duas semanas. Estamos arrecadando um dinheiro, por favor acessem o site da Cliff Avril Family Foundation pra ajudar. Estamos organizando um camp de futebol, tem um torneio de ping-pongue também por vir. Continuar tentando fazer a diferença pela comunidade.

 

Qual você acha que será o futuro do Kam Chancellor? O que o seu instinto te diz?

-Eu acredito que o Kam quer jogar. Mas li algo que ele tem uma consulta médica em junho. Acho que se os médicos liberarem, o Kam definitivamente vai querer jogar. Se não liberarem, espero que ele tome a decisão correta e não jogue. Muitas vezes é difícil para os atletas verem isso, porque isso é tudo que sabemos fazer. Mas como amigos, muitas vezes conversamos e eu disse: “se não te liberaram, você tem que manter seu traseiro na cadeira, você não precisa disso. Qual o objetivo de forçar jogando futebol e não poder usufruir do resto de sua vida?”

 

Desejamos toda sorte a este multicampeão que deu sangue pela nossa camisa!

 

Tradução é adaptação: André Bruto (@LegionOfBrazil)

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