Injury Report – Dontae Johnson na IR

Artigo escrito por: João Vitor Lima

 

Salve, salve, galera 12th Man! Espero que esteja tudo tranquilo nesse início de temporada regular. Se você esteve acompanhando nosso time desde a preseason então lembra que não estamos 100% servidos de CBs no elenco, ou pelo menos não temos aquele corpo maravilhoso de encher os olhos. Pois bem, saiba que isso ainda ficou pior com a lesão do Dontae Jonhson, uma vez que ele foi colocado na Injury Reserve (IR) neste dia 08/09/2018. E é exatamente sobre ele que irei falar nesse texto.

O Dontae veio dos 49ers para dar profundidade ao elenco e até jogou bem na nossa pré-temporada, mas surgiu uma lesão na região da virilha que foi o motivo dele ter entrado na IR. Lesões na virilha são muito limitantes e não seria diferente para a posição de cornerback. Além do mais, não tenho (como quase sempre) muita informação sobre esse probleminha. Só sabemos que a virilha dele está comprometida, o que dificulta a minha tarefa de explicar essa situação. Partirei para as especulações.

Lesão na virilha, como vem sendo dito, é um termo extremamente amplo podendo ter origem urogenital, gastrointestinal, neurológico e ainda passando por lesões musculares (JANSEN et al, 2008) e a famosa pubalgia. Porém, excluirei origens como hérnia deste assunto, pois se isso fosse a causa do problema, a mídia diria que a lesão era na coluna, sendo mais fácil de ser explicado. Fico então com pubalgia e lesão muscular.

Sendo lesão muscular, as estruturas mais suscetíveis a estiramento são os adutores, músculos responsáveis por trazer a perna de fora para dentro e são eles os adutores Magno, Longo e o Curto; ou ainda o Grácil e o Pectíneo que também ajudam no movimento de adução da perna. Sabendo disso, teremos aquela história do grau de lesão muscular que já foi bem trabalhada em outros textos: grau I – pequena lesão muscular (no geral, menor que 5mm); grau II – lesão um pouco maior (entre 5 a 50 mm); grau III – lesão mais extensa (maior que 50mm).

Se for uma pubalgia, aí a coisa é um pouco mais chata de ser tratada. Segundo McMurtry e Avioli (1986), a pubalgia é uma condição dolorosa da sínfise pubiana de origem multifatorial. Vejam a quantidade de estruturas musculares que se originam e se inserem próximo ao púbis e qualquer desalinhamento dessas forças pode gerar essa condição clínica.

O tratamento consiste em realinhar essas forças, fazendo com que o púbis sofra menos com os desequilíbrios musculares e isso envolve alongamentos e fortalecimentos das estruturas encurtadas e fracas, respectivamente. Isso custa cerca de três a nove meses de tratamento a depender da gravidade da situação.

O que sabemos é que espera-se um retorno do Dontae Jonhson lá pela semana 8. Se você contar direitinho verá que isso é o resultado de dois a três meses parado, o que coincide com o tempo de recuperação da pubalgia. Mas não tenho como diagnosticar isso sem ter clareza das informações.

Espero ter ajudado a vocês e entendam meu lado: dar informações precisas é difícil, pois só sabemos que da existência de um problema na virilha. Até mais.

 

 

 

REFERÊNCIAS

SERNER et al. Study quality on groin injury management remains low: a systematic review on treatment of groin pain in athletes. B J Sports Medicine. V 49, n, 12. 2015

Jansen JA, Mens JM, Backx FJ, et al. Treatment of longstanding groin pain in athletes: a systematic review. Scand J Med Sci Sports 2008;18:263–74

Azevedo et al. A pubalgia no jogador de futebol. Rev Bras Med Esporte. Vol. 5, Nº 6 – Nov/Dez, 1999

 

 

 

Texto publicado por João Victor Morais de Lima.
Fisioterapeuta pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN.
Mestrando em Ciências da Reabilitação pela UFRN.

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