Temos um time! – Pós-Jogo Semana 5

Enfrentando um rival de divisão muito superior, o Seattle Seahawks perdeu sua primeira partida em casa, em uma disputa alucinante de 33 a 31, contra o Los Angeles Rams. Com o resultado, a equipe comandada por Pete Carroll vai para 2-3 na temporada.

Se havia uma preocupação com a forma com que Seattle bateu Arizona na semana passada, a derrota de ontem, ainda que frustrante dada às condições de jogo, é uma ótima notícia em termos de desempenho.

O ataque, que parecia muito previsível e engessado com o play calling de Schottenheimer, foi efetivo e conseguiu marcar mais de 30 pontos pela primeira vez na temporada.

A chave para a grande produção foi a maior exploração do play action, usado em metade dos dropbacks de Wilson. Com o recurso, o camisa 3 teve 72,7% de precisão, para 142 jardas, dois TD’s e rating de 154.4.

A maior eficiência no jogo aéreo criou, pela primeira vez na temporada, uma ameaça dupla para a defesa adversária, já que o jogo corrido foi novamente bem com Chris Carson correndo para 116 jardas e Mike Davis para 68 (este foi o terceiro jogo seguido que Seattle teve um RB com mais de 100 jardas corridas, contra 0 na temporada passada).

Apesar de alguns problemas de adaptação e profundidade do roster, foi visível a melhora do pass protecion contra uma grande linha defensiva, além da participação eficiente de Nick Vannett (43 jardas) tomando o lugar do lesionado Will Dissly, e a dupla Tyler Locket (98 jardas e 1 TD) e David Moore (38 jardas e 2 TD’s) capitalizando nas recepções.

Na parte defensiva, o trabalho era árduo e o número alto de pontos cedidos já era esperado. Enfrentando um dos dois ataques mais dinâmicos e talentosos da liga, Seattle não tinha Earl Thomas, lesionado, na secundária, e nem Michael Kendricks, suspenso por tempo indefinido, no corpo de linebackers. O setor, que ainda não conta com KJ Wright, também lesionado, foi o mais prejudicado e explorado pelos Rams durante a partida.

Com Barkevious Mingo e Austin Calitro acompanhando Bobby Wagner, parar Todd Gurley se tornou uma missão quase impossível, por mais intensa e concentrada que a defesa tenha se postado. O RB e estrela do ataque adversário teve 77 jardas corridas para 3 TD’s, além de mais 36 jardas de recepção.

O destaque positivo foi para a secundária. Substituindo Earl, Tedrick Thompson fez o que pode e evitou big plays no campo aberto. Ainda conseguiu sair com uma interceptação na Hail Mary lançada por Jared Goff no fim do 1º tempo. Já o cornerback rookie Tre Flowers, mostrou novamente seu potencial fazendo boas coberturas e forçando uma interceptação na linha de gol, que acabou nas mãos de Frank Clark, ainda no 1º quarto.

O defensive end, aliás, que passou a semana passada inteira doente, conseguiu reunir condições de jogo e foi um dos destaques da partida, com a pick, e um fumble forçado

Com a defesa vencendo a batalha de Turnovers (Seattle não teve nenhum) e o ataque progredindo com a divisão harmônica de passes e corridas, o time comandado por Pete Carroll conseguiu se manter à frente do placar durante quase todo o jogo e desperdiçou uma oportunidade de ouro de vencer o jogo já nos minutos finais.

Apesar da decepção, é importante ter em mente que, o desempenho apresentado ontem, qualifica Seattle para um bom restante de temporada.

A dupla ameaça no ataque, com a melhor utilização das características de Wilson, junto a exploração dos novos talentos da defesa, devem nortear a temporada a partir de agora. A partida serviu para provar que, com os dois elementos, Seattle ainda consegue jogar como gente ser um adversário competitivo na liga.

No próximo domingo, o desafio será contra Oakland, em Londres, e o pensamento não pode ser outro senão a vitória.

One Reply to “Temos um time! – Pós-Jogo Semana 5”

  1. A única coisa neste jogo que me deixou extremamente irritado foi o pedido de tempo quando os Rams já tinha posto os special tems em campo. Voltamos do tempo e tentaram e conseguiram a 4ª descida. Foi ali que perdemos o jogo. Se tivessemos deixado eles pantearem, receberíamos a bola com tempo pelo menos para um FG.

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