Um atropelo em Londres – Pós-Jogo Semana 6

* Nesta segunda-feira (15), Paul Allen, co-fundador da Microsoft e dono do Seattle Seahawks morreu após complicações de um câncer. Em seus 22 anos no comando da franquia, Allen transformou, por meio de sua boa administração, o Seattle Seahawks em uma franquia de destaque na NFL, levando a equipe a três finais de conferência, três Super Bowls e conquistando o SB XVIII. Fica o nosso muito obrigado, além da admiração pelo empenho e dedicação aos Seahawks. Descanse em paz.

Após uma boa performance contra o Los Angeles Rams na última semana, o Seattle Seahawks atropelou o Oakland Raiders, no domingo (14), jogando pela primeira vez na Inglaterra, em vitória por 27 a 3. Com o resultado, a equipe de Pete Carroll segue para sua bye week com recorde de 3-3.

O famoso estádio de Wembley, acostumado com a bola redonda, foi palco de mais uma boa atuação de Russell Wilson, do RB Chris Carson e o ataque de Seattle, mas principalmente, uma performance dominante das linhas ofensiva e defensiva da equipe.

Acostumados com uma OL desastrosa nas últimas temporadas, chega a ser estranho para o torcedor do Seahawks assistir um jogo tão sólido do grupo. Mas a verdade é que a unidade agora comandada por Mike Solari se tornou ótima no bloqueio de corridas e decente na proteção de passe.

Com espaços para os RBs explorarem e tempo para Russell Wilson passar a bola, o ataque de Schottenheimer conseguiu mais uma vez funcionar bem e de forma equilibrada. Foram 214 jardas aéreas e 155 jardas corridas para, de longe, o triunfo mais tranquilo da temporada até agora.

Após uma drive inicial de sete minutos resultando no touchdown do WR Jaron Brown, seu segundo na temporada, a defesa começou a aparecer em Londres e fez um grande trabalho sobre o desorientado ataque dos Raiders.

Ainda no 1º quarto, o DE Frank Clark forçou o seu primeiro fumble das mãos de Derek Carr, recuperado pelo DT Jardan Reed no campo de ataque. O turnover foi aproveitado por Wilson que conectou seu segundo TD no jogo, agora para o WR David Moore, que chegou a três na temporada.

Com 14 a 0 no placar e uma performance muito dominante nas trincheiras, Seattle passou a administrar a partida, capitalizando com dois field goals de Janikowski e mais um TD de Wilson, encontrando o WR Tyler Lockett na endzone pela quinta vez na temporada. O camisa 16 além de ser líder em TD’s e jardas do time na temporada, está a apenas uma recepção de sua melhor marca de touchdowns: seis em 2015.

Mesmo sem o WR Doug Baldwin 100% saudável e o TE Will Dissly fora da temporada por lesão, Schottenheimer parece, por enquanto, variar bem as peças, dividindo o protagonismo no ataque – sete jogadores diferentes marcaram TD’s nestas primeiras seis semanas.

No outro lado do campo, a defesa de Seattle segue melhorando seu aproveitamento ao desenrolar da temporada. Com muitas peças novas, é de se esperar que o ritmo de jogo e o tempo joguem a favor da equipe.

A melhora é clara se analisada as últimas quatro semanas. No período, os Seahawks venceram a batalha de turnovers por 10 a 2, sofrendo média de 16,5 pontos por jogo.

Sem tomar conhecimento da fraque OL dos Raiders, Frank Clark foi o melhor jogador da defesa, senão do jogo, ao somar os melhores números de sua carreira, com incríveis 2.5 sacks e 2 fumbles forçados. Em ano de contrato, a ótima performance deste domingo foi mais uma prova de que o camisa 55 merece uma renovação. Pay the man!

Além de Clark, Jarran Reed, Branden Jackson e Shamar Stephen também se destacaram e somaram um sack cada.

Após a experiência no outro lado do Atlântico, Seattle terá a sua bye week e só voltará a jogar no dia 28 de outubro, contra o Detroit Lions, em Michigan. O período de descanso deve servir para o retorno de alguns jogadores lesionados, como o caso do LB KJ Wright,além de algumas mudanças no roster.

A próxima sequência de jogos também conseguirá dimensionar a briga do time na temporada. Após o confronto contra o Lions, Seattle receberá o Los Angeles Chargers no CenturyLink Field e resta esperar para saber se a equipe será a equilibrada que observamos nas últimas semanas, ou a bagunça com que já estamos acostumados.

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