Alívio no TNF – Pós-Jogo semana 11

No primeiro jogo de horário nobre em Seattle na temporada, os Seahawks venceram o Green Bay Packers por 27 a 24 no Thursday Night Football da semana 11 e mantiveram vivas suas chances de alcançar os playoffs.

Em performance não perfeita, mas suficiente e encorajadora, a equipe finalmente derrotou uma equipe de peso e, não menos importante, voltou a sair vitoriosa do CenturyLink Field após dois tropeços seguidos em casa.

Em parte, a partida foi um roteiro invertido do que se passou nas últimas duas semanas. Se contra Chargers e Rams, Seattle teve um bom início, perdeu força durante o jogo e desperdiçou a chance da vitória no fim, o confronto contra Green Bay mostrou uma boa resposta da equipe frente à adversidade.

Após um fumble na primeira jogada de scrimmage e um placar de 14×3 para os visitantes no fim do 1º quarto, as duas unidades melhoraram com o passar do jogo e conseguiram dominar os Packers nos últimos 15 minutos para ganhar o jogo.

No comando do ataque, Russell Wilson teve exatamente a mesma curva de desempenho da equipe no geral. Ruim no 1º quarto, o QB errou passes fáceis, inclusive um para Doug Baldwin livre na endzone ainda no início da partida. Com o passar do tempo, o número 3 começou a encontrar o próprio Baldwin, que terminou a partida com sete recepções, para 52 jardas e um touchdown, além de Tyler Lockett e David Moore.

No último período, Wilson foi o QB “clutch” que a equipe precisava e conseguiu comandar uma bela drive com duas boas recepções de Lockett (uma bem duvidosa, é verdade), e posteriormente a recepção do TE Ed Dickson para o touchdown que acabou dando a vitória para os Seahawks.

O quarterback acabou a partida com 225 jardas aéreas, 17 terrestres, para dois touchdowns, nenhuma interceptação, 67,7% de precisão e um rating de 110.3.

Aliado de Wilson, o jogo terrestre também foi um importante fator para Seattle mais uma vez, com boa performance dos três backs – Chris Carson, Rashaad Penny e Mike Davis. O primeiro foi o mais envolvido no gameplan com 86 jardas em 17 carregadas e um TD. Já o rookie Penny voltou a fazer boa partida, com 46 jardas em 8 carregadas e uma big play no 1º tempo. Menos utilizado, Carson foi o 3rd down back e acabou sendo importante para assegurar o resultado nos momentos finais da partida.

Apesar de não forçar nenhum turnover, a defesa fez bons ajustes no intervalo e só cedeu um field goal para Green Bay no 2º tempo. Com K.J. Wright inativo, a unidade sofreu no início da partida com o ótimo posicionamento de campo do QB Aaron Rodgers após o fumble e com o passe de 54 jardas para touchdown do TE Robert Tonyan em cobertura falha do aniversariante SS Bradley McDougald.

Após os reveses, a defesa evolui em dois pontos e impediu um estrago maior. Primeiro, o pass rush inexistente nas últimas semanas passou a funcionar. Seattle conseguiu sackar Aaron Rodgers cinco vezes, com destaque para Frank Clark, que derrubou o QB duas vezes. Além do camisa 55, os rookies Rasheem Green e Jacob Martin também garantiram um sack cada, além de meio para Jarran Reed e Austin Calitro.

Segundo, a defesa foi mais precisa e dura em passes curtos e corridas, evitando que Rodgers conseguisse mover as correntes com naturalidade e obrigando o QB a forçar jogadas mais difíceis, resultando em decisivos passes incompletos no 4º período.

Um olhar otimista

É a segunda partida seguida que Seattle jogou sem K.J. Wright após o mesmo retornar de lesão e ter mais problemas físicos. Segundo as notícias, o LB também não deverá jogar na próxima semana. Apesar do problema que sua ausência trás, também é possível pensar: na última quinta-feira, a defesa foi bem sem ele. A tendência é que Wright volte para o fim da temporada assim como Mychal Kendricks, que poderá retornar aos campos na semana 14. A dupla poderá melhorar consideravelmente a unidade defensiva na reta final da temporada e quiçá impulsionar o time para algo maior.

Para frente

O resultado era mais que necessário para Seattle seguir na temporada com alguma chance de brigar por uma das vagas de wildcard para os playoffs. Com um recorde de 5-5, os Seahawks terão pela frente três jogos divisionais que aparentam ser fáceis (dois contra San Francisco e um contra Arizona) e mais três confrontos duros contra boas equipes. A questão é: olhar para o copo meio vazio, ou meio cheio?.

Na próxima semana, a equipe já enfrentará um desses desafios – o confronto direto pelo wildcard contra o Carolina Panthers, em Charlotte.

Estamos chegando em dezembro e é cada vez mais tudo ou nada na temporada. Em tempo, normalmente também é nesta época que as coisas começam a dar mais certo para o time de Pete Carroll. A ver.

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