Chiefs at Seahawks – Pré Jogo

O grande jogo da semana 16, sem sombra de duvidas.

Chiefs at Seahawks promete fortes emoções, extremamente importante pra ambas as equipes, o duelo pode confirmar uma vaga na pós temporada pra um lado (Seattle) ao mesmo tempo em que pode tirar o outro da Seed 1 direto pra Seed 5 da conferencia americana (obviamente dependendo do resultado de logo mais no jogo entre Chargers vs Ravens), portanto meus amigos, segurem-se que teremos um jogo com jeitinho de playoffs.

E isso não é nada bom pra franquia de Seattle, vacilante e inconstante, alternando grandes e frustrantes apresentações, nunca é bom enfrentar o discutivelmente melhor time da liga, quando este precisa demais da vitória.

Dono do melhor ataque da liga em vários quesitos, desde pontos por jogo 35.6, até jardas aéreas por jogo 427.3, e contando com QB futuro MVP jogando em nível altíssimo em praticamente toda a semana, a equipe do genial Andy Reid, a priori não parece que encontrará um rival defensivo a sua altura, tendo enfrentado diversos problemas contra a limitada equipe dos 49ers, desde o básico que são tackles perdidos até péssima leitura de playactions, tudo indica que um plano de jogo um pouco mais eficiente será o suficiente pra Kansas bailar no Century Link Field.

Com 1.220 jardas e 10 TDs, o excelente TE Travis Kelce, lidera a liga na posição em jardas recebidas e é o segundo em Touchdowns anotados, extremamente dominante fazendo rotas entre os Linebackers e preciso na RedZone, aqui teremos uma das maiores, senão a maior dificuldade que a defesa de Seattle enfrentará no seu já tradicionalíssimo problema enfrentando Tight Ends, se o segundo anista Geroge Kittle passeou nos dois jogos contra neste ano, é obvio que Kelce junto a Mahomes podem fazer muito mais. Mas como já dizia o poeta, nem tudo são flores, e a perda do excelente e versátil Kareem Hunt, cobrou e tem cobrado o seu preço, não que o desligamento da jovem estrela tenha abalado a estrutura do trabalho de Andy Reid, longe disso, mas a sua ausência acaba jogando ainda mais responsabilidade sobre as costas de Patrick, o garoto se sai bem, mas se torna claro que eles tem enfrentados alguns problemas nas ultimas semanas, seja na difícil vitória ante o fraquíssimo e desmotivado Oakland Raiders, ou na vitória apertada contra os ótimos Ravens de Baltimore, mas veja só, mesmo com dificuldades, o time fez o mais importante, venceu, aplicando na pratica o fato de teoricamente ser o melhor time, o que nos leva a falar dos comandados de Pete Carroll e do porque parece que falta a eles aquilo que sobra em Kansas, ambição.

Não é de hoje que a filosofia de jogo do Head Coach Pete Carroll tem se demonstrado anacrônica e cheia de equívocos, que por mais que as vitorias venham, sempre estão lá, e quando algo fora do prescrito acontece tudo entra em parafuso e a não ser que Russell Wilson tire algum coelho da cartola, a derrota virá com força, sim, porque o conceito de ajuste ofensivo durante o jogo é praticamente inexistente em Seattle, pra não dizer que ele não existe, chega a ser incrível ver como nosso gameplan é exatamente o mesmo contra uma equipe como os Raiders e contra uma como os Rams, variabilidade 0 e previsibilidade 10.

Ok, temos o melhor jogo terrestre da liga, lideramos em jardas totais com 2.168 e em jardas por jogo com 154.9, excelente, uma grande trabalho foi feito e estamos no topo de novo, algo que não ocorria desde 2014, demos um up gigantesco na linha ofensiva, Mike Solari tem se mostrado um tremendo acerto, o maior de Seattle no ano, mas o que deveria funcionar como uma base pra um jogo aéreo forte, já que todos os olhos estão voltados ao handoff seja pra Chris Carson, Mike Davis ou Rashaad Penny, acaba se tornando um fim em si mesmo, e a unidimensionalidade tem sido a tônica do nosso playcall ofensivo, tornando as coisas muito mais difíceis do que deveriam ser, pense bem, o que nomes como Bill Belichick ou Sean Payton, não fariam com um jogo terrestre forte como o que temos? Bill ganharia mais alguns superbowls, enquanto Sean tem tido isso desde o ano passado e vemos os resultados ai com um Drew Brees renovado e os Saints de volta ao patamar dos grandes na NFC, é meus caros, nada é fácil pra Seattle.

Porque estou escrevendo isso? Porque é o que exatamente precisa ser diferente na noite de amanhã, precisaremos de inventividade, precisaremos de respostas as inevitáveis pontuações que virão do ataque adversário, correr com a bola será importante claro, principalmente no controle do relógio, mas se continuarmos correndo como loucos nos mais variados first downs, seja ele uma 3&5 ou 3&30, uma hora o relógio se voltará contra, e então sabemos que ai, somos péssimos.

Por outro lado, nem tudo são más noticias e temos uma bela de uma luz no fim desse xadrez que será amanhã, é sabido por todos que Kansas tem uma das piores defesas da liga, tanto em jardas cedidas quanto em pontos cedidos por jogo, tendo sua maior qualidade no trio de linha defensiva com Chris Jones, Dee Ford e o excelente Justin Houston, formando um passrush temido que sempre alcança o quarterback e também é capaz de manter pressão por quase a totalidade do jogo, muitas vezes dando a Reid a possibilidade de mandar apenas eles na pressão liberando mais jogadores pra ficar na marcação nos 2° e 3° nível da defesa.

Correr com a bola será essencial, só que mais importante ainda, será correr com inteligência e isso tem faltado na sideline de Seattle.

Como já é tradição em horário nobre, sobretudo se for em casa, Seattle faz grandes apresentações, e é disso que precisaremos, um jogo perfeito defensivo tal qual foi contra o forte ataque de Minnesota há duas semanas, e um jogo cerebral do ataque, tal qual foi…..faz tempo.

É isso rapaziada, que tenhamos sorte e que Russell Wilson esteja em uma noite inspirada, vencer nos dará o tão sonhado acesso antecipado aos playoffs e quem sabe, dependendo dos resultados da tarde, poderemos descansar peças antes do jogo de janeiro. Bom jogo a todos, GO HAWKS!

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