Pré Jogo: Seattle Seahawks x Dallas Cowboys

Agora a parada ficou séria, chegaram os playoffs, quem dizia que Seattle ia terminar 4-12 vai ter que engolir a previsão. E na noite de sábado as 23:15, horário de Brasília, o nosso adversário será o Dallas Cowboys, que vencemos na semana 3, mas o jogo não vai ser fácil, visto que muita coisa mudou desde então…

Ataque

Vamos lá, aqui temos muito o que falar. Para início de conversa, correr, correr e puntear não vai ser uma opção. Bem… pelo menos não deveria ser. Sou otimista o suficiente para achar que Seattle traz consigo algumas cartas na manga, para começar a soltar nesses playoffs. Quem sabe uma primeira jogada com um passe de 70 jardas (sonhar não custa nada…)

Nossa OL, depois de atuar totalmente remendada, provavelmente terá sua formação titular de volta. Sweezy será uma decisão tomada antes do jogo, mas Carroll disse que ele está se sentindo bem e confiante para a partida. Essa unidade será fundamental, tendo em vista nosso plano de jogo. Carson que foi o jogador ofensivo da NFC, é um exímio lutador nas trincheiras, vai com vontade nos tackles e com isso é um dos melhores RBs após o contato. A volta de Fluker, traz uma melhora considerável para o jogo corrido e além disso, traz uma maior estabilidade para Ifedi, que tem se beneficiado bastante com a presença do Fluker, que o orienta sempre antes dos snaps, ajudando muito o RT principalmente em jogadas de stunt. Caso Sweezy não vá para o jogo, quem deve assumir a posição é Pocic, que apesar de demonstrar uma falta de força, parece exercer o exato papel de Sweezy, um jogador mais leve que atua com mais técnica nas jogadas de corrida, fazendo pulls.

Ainda falando sobre os jogo terrestre, Pete deu a entender que Penny foi “poupado” no último jogo, tendo poucas carregadas, mas que nessa partida, estará 100%. Davis também traz bastante dinamismo, o que é bom principalmente para dividir um pouco a pressão em cima de Carson. Por último, mas não menos importante, vamos a McKissic, aqui talvez possa residir a surpresa. O RB é muito rápido e se apresenta MUITO BEM recebendo passes, só que foi pouco utilizado até então, talvez possa ser um modo de surpreender a defesa deles.

Defesa essa que vem fortíssima. Se não tem mais Sean Lee, agora tem Leighton Vander Esch em ótima forma, fazendo um belo par com Jaylon Smith, dificultando o jogo corrido e os passes curtos. A linha defensiva conta com nomes como Lawrence, com mais de 10 sacks na temporada, que pode trazer pesadelos para Ifedi, Gregory, Collins e Crawford que podem decidir jogos. Vencer esse embate vai ser fundamental para vencer o jogo.

Não seria pedir muito, tentar chamadas menos tradicionais. Baldwin é um dos melhores da liga lendo zonas e correndo rotas, e Lockett é uma ameaça mortal no fundo do campo, seria a oportunidade perfeita de trazer de volta um jogador que teve bastante impacto e que pode acabar recebendo menos atenção: David Moore. O WR precisa entrar mais ligado no jogo, e ir nas recepções com mais vontade de decidir, ele tem talento, é inegável, e o recebedor menos badalado pode ser um arma para quebrar a secundária de Richard, que nos conhece tão bem.

Defesa

Indo para o lado da defesa, as coisas não ficam mais fáceis. Para começar, do jogo da semana 3, não temos ninguém menos que Earl Thomas. Não fosse só perder um dos, se não o melhor free safety da liga, os seus substitutos estiveram longe de estar a altura. Thompson que no college tinha como característica ball hawking, não trouxe isso para o nível da NFL e sofreu com alguns tackles mal feitos. Hill, que apesar de um começo de ano ruim, fez duas boas partidas, foi para o IR, então a vaga volta para Thompson, que veio de lesões no tornozelo e peito.

Não contar com um FS 100%, impacta bastante o plano de jogo, isso porque os Cowboys agora contam com Amari Cooper, que foi um dos responsáveis por essa reviravolta na campanha do time de Dallas. Flowers que na semana 3 fez um dos seus melhores jogos do ano, pode ser o responsável por marcar o ex-jogador de Oakland, e deve ficar atento aos double moves que são a principal fraqueza do calouro no ano (oremos por uma interceptação). Griffin parece ainda sofrer com uma torção, mas vai para o jogo e vamos torcer para que mantenha o bom nível das últimas partidas. Outro embate importante na secundária, será contra Cole Beasley, que é a bola de segurança de Dak, e um dos ótimos slots da liga. Coleman que faz uma temporada regular vai ser o responsável por marcá-lo, e ficamos na esperança de outra pick six.

Mais uma coisa que mudou em Dallas foi o uso de TE. Com a aposentadoria de Witten, Dallas abandonou a posição, que acabou sendo revivida nos últimos jogos por Blake Jarwin e Dalton Shultz, que vem jogando mais snaps a cada partida e marcando seus TDs. Para marcar essa jogada que há anos é nosso calo, vai ser importante a presença de K.J. Wright, que segundo o próprio e PC, está cheio de vontade de jogar essa partida, além de estar totalmente recuperado da lesão que o atormentou. Esse pode ser um dos candidatos a fator decisivo do jogo.

Na semana 3, Zeke foi contido, e segundo Wagner, era a tarefa principal do time naquela oportunidade. Bom, isso não muda. Parar Eliott é fundamental para deixar o time de Dallas unidimensional, o que muda é que agora Wagner vai ter um ótimo parceiro para jogadas corridas. Poona Ford, que a cada jogo, mostra mais inteligência e velocidade, se ele repetir o desempenho que teve contra os 49ers, vai deixar Dak com problemas.

Dak pode ter problemas, porque ele tem a tendência a segurar demais a bola. Ele é agraciado por ter uma boa linha ofensiva a sua frente. Linha essa que está diferente da semana 3, o calouro Williams perdeu a vaga, após a lesão. Aqui a questão é que, na segunda, terceira leitura de Dak ele pode optar por ficar com a bola, e ele também tem sido uma ameaça terrestre com 6 TDs. O time também teve dificuldades contra Newton anteriormente. O que você faz para atrapalhar um QB móvel? Manda pressão pelo meio da linha, ou seja, Jarran Reed que vem num ano espetacular, vai ser muito importante para impedir Dak de jogar solto.

Pelas laterais, Clark é sempre um nome a se levar em consideração, mas o que estou curioso é para o uso de Martin, que já vem merecendo vaga há um tempo, com suas boas exibições, e onde e quando ele irá alinhar. Martin não tem muita força, mas a velocidade que ele sai e a capacidade de mudança de direção, causam pesadelos nos OL adversários. Como receita aqui, seria após a defesa parar o jogo corrido, utilizar um miolo de linha mais leve, misturando Reed com Green, Jefferson e Jackson, buscando trazer pressão pelo meio, como dissemos antes.

Para encerrar, sugiro que deem uma assistida na partida da foto desse post, foi emocionante, e que traga bons presságios!

Go Hawks!

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