O curioso caso de David Moore

Hoje iremos falar de David Moore, jogador que apareceu muito bem na preseason dessa temporada, se mostrou na temporada regular como uma boa opção no jogo aéreo, mas no fim da temporada infelizmente viu sua produção cair drasticamente.

David Moore, jogou no college na Universidade de East Central University e graças a sua velocidade, fez o time de Seattle escolhê-lo no começo da sétima rodada de 2017, na 226ª escolha geral. O jogador não teve espaço e foi cortado antes do começo da temporada, sendo logo adicionado ao pratice squad. Ficou no time de treino até novembro, quando outros times mostraram interesse em contratá-lo então o time decidiu cortar Dwight Freeney e promover o jogador. Ele ficou ativo apenas em uma partida na temporada de 2017.Como dito anteriormente ele fez uma pré-temporada boa, com grandes recepções e ainda aparecendo bem retornando chutes, que lhe possibilitou ficar no time como um dos WR atrás de Baldwin, Lockett, Marshall e Brown. Apesar do hype da preseason o jogador passava despercebido no começo da temporada, até Marshall ter alguns drops importantes contra os Bears e Cowboys.

Então na semana 4, contra Arizona David Moore recebeu seus primeiros dois passes como jogador profissional conquistando 39 jardas. O primeiro deles inclusive sofreu um fumble e recuperou no mesmo lance.

A partir de então sua produção começou a crescer em detrimento da presença de Marshall. Na semana seguinte ele marcou seus primeiros TDs na carreira.

Quando o QB sai do pocket e estende a jogada por tanto tempo assim, os recebedores já correram suas rotas definidas e precisam improvisar e dar opções, e nessa jogada Moore mostrou boa sinergia com Wilson dando a oportunidade de achá-lo no fundo campo.

No seu segundo TD ele queimou Peters (que é um jogador agressivo que aposta muito alto nas jogadas tentando ler as jogadas, no lema: ou intercepta ou é queimado, como foi nessa jogada) no começo da jogada e conseguiu ficar bem livre para receber o passe.

Com o snap ruim, a secundária dos Raiders relaxou e Moore manteve a concentração e a rota, dando opção para Wilson.

Na semana seguinte contra os Lions, fez mais uma das recepções que o credenciou na pré-temporada, indo buscar a bola no alto.

Teve mais uma grande recepção na partida mostrando muita velocidade batendo o defensor em profundidade.

Aqui outro ângulo da mesma jogada onde Moore correu muito bem sua rota.

Nessa partida recebeu os 4 passes na sua direção, incluindo um TD. Foi seu jogo com mais jardas no ano, 97. No TD ele demonstra agilidade e muita concentração para receber essa bola.

Contra os Chargers teve sua primeira partida ruim. Teve uma interferência ofensiva cometida, foi alvo sete vezes e só recebeu 2 passes para 16 jardas. Um desses alvos mal sucedido foi a jogada que poderia ter empatado o jogo. Muitos torcedores culparam ele, mas era uma bola difícil e que foi desviada na linha, aumentando ainda mais a dificuldade.

Duas semanas depois, contra os Packers teve uma ótima recepção, mesmo com o defensor em um dos seus braços, teve força e concentração para receber uma bola difícil com apenas uma das mãos.

Aqui Wilson encontra Moore numa conversão de terceira descida onde depois de seguir uma rota longa ele finge ir para uma rota post e segue para lateral onde recebe a bola após criar a separação.

Numa quarta descida, para empatar o jogo Wilson procura Moore e consegue a conexão para o TD. Detalhe para a força que o recebedor demonstra para manter o defensor longe dele.

Bom, essa partida foi a última boa de Moore. Desde então as coisas mudaram consideravelmente. Da semana 4 até a 12 ele recebeu 22 passes para 413 jardas e 5 TDs, tendo 4.4 alvos por jogo. Entretanto, as 6 semanas finais ele recebeu apenas 4 passes para 32 jardas e 0 TD com sua média de alvos por jogo caindo para 2.6, incluindo a partida de wildcard onde não teve NENHUM alvo.

Ele teve alguns drops decisivos e pareceu estar pouco concentrado ou nervoso, perdendo toda habilidade de ser clutch. Além disso, toda essa queda veio com Moore basicamente mantendo sua quantidade de snaps com cerca de 40 por partida. Nesse meio, houve uma jogada contra os Vikings em que o WR não conseguiu fazer a recepção dentro de campo, demonstrando um pouco de falta de concentração.

Na conclusão nos temos o seguinte. Possuímos Baldwin que é um dos melhores corredores de rotas da liga, que sabe como ninguém explorar o espaço entre zonas e criar separação com os defensores. Lockett teve uma temporada fantástica criando espaços com sua velocidade e sendo decisivo na partidas. Moore tem um conjunto de qualidade diferentes dos anteriores, sendo um recebedor mais forte e com mais habilidade de pegar as bolas chamadas contestadas no alto. Além disso com um grau menor de importância, o WR tem uma ótima noção de bloqueios e ajuda bastante no jogo corrido, além disso gostaria de ver ele retornando alguns chutes para preservamos Lockett.

Resumindo, Moore é uma ótima opção para o próximo ano, precisa apenas manter sua produção regular durante todo ano.

Go Hawks!

One Reply to “O curioso caso de David Moore”

  1. rafael mendes cunha says: Responder

    Ótimo texto! Parabéns

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